23 Outubro 2020

Lide Agro debate demanda da China, tributação e imagem do Brasil

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Aconteceu nesta sexta-feira, 23, em São Paulo, de forma parcialmente remota, a nona edição do Lide Agronegócios que abordou temas importantes para o setor como segurança alimentar, carga tributária, infraestrutura e a imagem do Brasil no exterior.

No primeiro painel, o tema foi a segurança dos alimentos no mercado interno e externo. Analistas projetam que se a China recuperar toda a produção nacional de suínos entre 2022 e 2023, como é previsto, os chineses devem aumentar a demanda.

Segundo Alexandre Mendonça Barros, sócio-consultor da MB Agro, a China já comprou a safra de 2021 e 2022. “Eu Já tive consulta para a safra 2023. Eu nunca vi isso na minha vida”, contou.

O impacto do preço da soja e do milho no mercado interno também foi um dos temas discutidos no fórum. De acordo com especialistas, é preciso encontrar novos parceiros e aumentar a exportação de proteína animal.

“Enquanto a soja representar para o Brasil US$ 35 bilhões em exportação e os três tipos de carne somarem apenas uS$ 16 bilhões, não podemos ser apenas um vendedor de grão ou rações, precisamos aumentar a competitividade de valores adicionados”, afirma o professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Marcos Jank.

A pauta tributação e insegurança foi discutida no segundo painel e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criticou a reforma tributária proposta e deu alguns exemplos de impacto que o projeto causaria no agronegócio.

Sobre o assunto, o Presidente do Instituto CNA, Robert Brant, comentou que mais de 5 milhões de produtores do país são pessoa física e serão os mais prejudicados. “O produtor rural acima de R$ 200 mil vai ter que trocar o agrônomo pelo contator. Isso é uma desorganização em escala inimaginável em um país que boa parte das propriedades não estão nem conectadas”, disse.

“Como um produtor de soja que vende para uma trading vai conseguir pagar 25% de imposto? Isso vai ser uma mutilação das margens. Como pode um vestido de grife e um litro de leite ter a mesma tributação?”, questiona Brant.

Logística, conectividade e a importância de aumentar a oferta de energias renováveis, principalmente a fotovoltaica foram os principais temas do painel que abordou a infraestrutura no agro brasileiro.

No quarto e último painel, o tema foi a imagem do agronegócio no exterior e a importância de mostrar o país como fornecedor sustentável de alimentos e bioenergias. “Boa parte dos problemas de imagem nós mesmos criamos. Não podemos aceitar esse rótulo que colocam em nosso país. É fundamental informar, principalmente os jovens. Passar a imagem correta de um país que produz com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente”, completa  Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.

Aconteceu nesta sexta-feira, 23, em São Paulo, de forma parcialmente remota, a nona edição do Lide Agronegócios que abordou temas importantes para o setor como segurança alimentar, carga tributária, infraestrutura e a imagem do Brasil no exterior.

No primeiro painel, o tema foi a segurança dos alimentos no mercado interno e externo. Analistas projetam que se a China recuperar toda a produção nacional de suínos entre 2022 e 2023, como é previsto, os chineses devem aumentar a demanda.

Segundo Alexandre Mendonça Barros, sócio-consultor da MB Agro, a China já comprou a safra de 2021 e 2022. “Eu Já tive consulta para a safra 2023. Eu nunca vi isso na minha vida”, contou.

O impacto do preço da soja e do milho no mercado interno também foi um dos temas discutidos no fórum. De acordo com especialistas, é preciso encontrar novos parceiros e aumentar a exportação de proteína animal.

“Enquanto a soja representar para o Brasil US$ 35 bilhões em exportação e os três tipos de carne somarem apenas uS$ 16 bilhões, não podemos ser apenas um vendedor de grão ou rações, precisamos aumentar a competitividade de valores adicionados”, afirma o professor do Instituto de Ensino e Pesquisa (Insper), Marcos Jank.

A pauta tributação e insegurança foi discutida no segundo painel e a Confederação de Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) criticou a reforma tributária proposta e deu alguns exemplos de impacto que o projeto causaria no agronegócio.

Sobre o assunto, o Presidente do Instituto CNA, Robert Brant, comentou que mais de 5 milhões de produtores do país são pessoa física e serão os mais prejudicados. “O produtor rural acima de R$ 200 mil vai ter que trocar o agrônomo pelo contator. Isso é uma desorganização em escala inimaginável em um país que boa parte das propriedades não estão nem conectadas”, disse.

“Como um produtor de soja que vende para uma trading vai conseguir pagar 25% de imposto? Isso vai ser uma mutilação das margens. Como pode um vestido de grife e um litro de leite ter a mesma tributação?”, questiona Brant.

Logística, conectividade e a importância de aumentar a oferta de energias renováveis, principalmente a fotovoltaica foram os principais temas do painel que abordou a infraestrutura no agro brasileiro.

No quarto e último painel, o tema foi a imagem do agronegócio no exterior e a importância de mostrar o país como fornecedor sustentável de alimentos e bioenergias. “Boa parte dos problemas de imagem nós mesmos criamos. Não podemos aceitar esse rótulo que colocam em nosso país. É fundamental informar, principalmente os jovens. Passar a imagem correta de um país que produz com sustentabilidade e respeito ao meio ambiente”, completa  Marcos Fava Neves, professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo.


Fonte Canal Rural

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