23 Outubro 2020

MT: chuva e ventos fortes destroem estrutura e maquinários de fazenda de soja

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Prejuízos somam mais de R$ 5 milhões e envolvem danos em colheitadeiras novas e até um avião. Seca também é um problema no mesmo município e áreas serão replantadas

Por Pedro Silvestre, de Cuiabá (MT)

Intempéries climáticas estão castigando o município de Campo Novo do Parecis, região oeste de Mato Grosso, neste início de safra de soja 2020/2021. Além das já bastante comentadas estiagens prolongadas, que provocam atrasos significativos na semeadura, perdas e replantio nas, as chuvas também trazer dor de cabeça. Uma delas, destruiu a sede de uma fazenda, casas de funcionários, maquinários e até um hangar, deixando prejuízos milionários aos agricultores.

Em uma propriedade do município, a tempestade de vento destruiu um barracão, derrubando destroços do telhado, vigas das paredes e dos elevadores de silos em cima de caminhões e colheitadeiras novas.

Já na fazenda de Almir Tozzo, também em Campo Novo do Parecis, o rastro de destruição comprometeu um hangar, parte da sede e até um avião. Um prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.

“Tivemos rajadas de ventos muito fortes, de mais de cem quilômetros por hora. Atingiram a sede da propriedade e causou vários danos. Também afetou casas de funcionários, barracões, hangar e fazer o que. Vamos tocar pra frente e não vamos desanimar”, afirma Tozzo.

As chuvas de mais de 50 mm, que caíram na propriedade de Tozzo, não serviram para trazer a umidade que o solo necessitava para término do plantio dos 4,7 mil hectares, mas acabou afetando um pouco o estande de parte das áreas já semeadas.

“Os ventos e a chuva forte danificaram as plantas que já estavam emergidas. O tempo agora voltou a secar, atrasando o plantio da soja. Estamos preocupados que vai atrasar a safrinha também, mas vamos esperar que a chuva venha para todos e que ela se normalize”, diz Tozzo.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Jonas Marcelo, o município está vivendo um início de plantio bem adverso, onde parte das áreas ganharam algumas chuvas e os produtores arriscaram plantar e outra que não receberam nada.

“Estes que arriscaram plantar estão sem receber chuvas também. Plantio bem atrasado na nossa região. Algumas propriedades, além de tudo sofreram com chuvas intensas, localizadas, com ventos muito fortes.. Está sendo um ano bem complicado para os produtores, muitas áreas terão que replantar a soja”, diz Marcelo.

Esse replantio, citado acima, já é uma realidade na propriedade de Heitor Walmor Gross. Ele até já comprou 14 bags de sementes a mais, para fazer a reposição nos 250 hectares prejudicados pelo estresse hídrico. Uma parte das sementes desta área nem chegou a germinar e, na que conseguiu emergir, foi duramente castigada e já está sendo dessecada para receber o replantio.

“Aqui a soja foi plantada no dia 4 de outubro, e está tudo ruim; Não tem condições, vamos ter que fazer o replantio, vou ter que eliminar essa soja para fazer o replantio, senão ficará pior. Já tem lagarta elasmo na folha, inclusive. Então vamos ter que eliminar isso e fazer um replantio. E isso acontece em toda a região, não é só aqui, não. Tem gente que vai replantar até três mil hectares”, afirma Gross.

Prejuízos somam mais de R$ 5 milhões e envolvem danos em colheitadeiras novas e até um avião. Seca também é um problema no mesmo município e áreas serão replantadas

Por Pedro Silvestre, de Cuiabá (MT)

Intempéries climáticas estão castigando o município de Campo Novo do Parecis, região oeste de Mato Grosso, neste início de safra de soja 2020/2021. Além das já bastante comentadas estiagens prolongadas, que provocam atrasos significativos na semeadura, perdas e replantio nas, as chuvas também trazer dor de cabeça. Uma delas, destruiu a sede de uma fazenda, casas de funcionários, maquinários e até um hangar, deixando prejuízos milionários aos agricultores.

Em uma propriedade do município, a tempestade de vento destruiu um barracão, derrubando destroços do telhado, vigas das paredes e dos elevadores de silos em cima de caminhões e colheitadeiras novas.

Já na fazenda de Almir Tozzo, também em Campo Novo do Parecis, o rastro de destruição comprometeu um hangar, parte da sede e até um avião. Um prejuízo estimado em mais de R$ 5 milhões.

“Tivemos rajadas de ventos muito fortes, de mais de cem quilômetros por hora. Atingiram a sede da propriedade e causou vários danos. Também afetou casas de funcionários, barracões, hangar e fazer o que. Vamos tocar pra frente e não vamos desanimar”, afirma Tozzo.

As chuvas de mais de 50 mm, que caíram na propriedade de Tozzo, não serviram para trazer a umidade que o solo necessitava para término do plantio dos 4,7 mil hectares, mas acabou afetando um pouco o estande de parte das áreas já semeadas.

“Os ventos e a chuva forte danificaram as plantas que já estavam emergidas. O tempo agora voltou a secar, atrasando o plantio da soja. Estamos preocupados que vai atrasar a safrinha também, mas vamos esperar que a chuva venha para todos e que ela se normalize”, diz Tozzo.

Segundo o presidente do Sindicato Rural, Jonas Marcelo, o município está vivendo um início de plantio bem adverso, onde parte das áreas ganharam algumas chuvas e os produtores arriscaram plantar e outra que não receberam nada.

“Estes que arriscaram plantar estão sem receber chuvas também. Plantio bem atrasado na nossa região. Algumas propriedades, além de tudo sofreram com chuvas intensas, localizadas, com ventos muito fortes.. Está sendo um ano bem complicado para os produtores, muitas áreas terão que replantar a soja”, diz Marcelo.

Esse replantio, citado acima, já é uma realidade na propriedade de Heitor Walmor Gross. Ele até já comprou 14 bags de sementes a mais, para fazer a reposição nos 250 hectares prejudicados pelo estresse hídrico. Uma parte das sementes desta área nem chegou a germinar e, na que conseguiu emergir, foi duramente castigada e já está sendo dessecada para receber o replantio.

“Aqui a soja foi plantada no dia 4 de outubro, e está tudo ruim; Não tem condições, vamos ter que fazer o replantio, vou ter que eliminar essa soja para fazer o replantio, senão ficará pior. Já tem lagarta elasmo na folha, inclusive. Então vamos ter que eliminar isso e fazer um replantio. E isso acontece em toda a região, não é só aqui, não. Tem gente que vai replantar até três mil hectares”, afirma Gross.


Fonte Canal Rural

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